Muita gente ainda trata networking como um jogo de volume: mais eventos, mais cartões, mais conexões no LinkedIn.
Mas na aula da PipeLovers, Sidimar Sagaz, CEO da Sagaz Growth Sales, trouxe uma visão muito mais estratégica sobre o tema: networking de verdade não é sobre quantidade de contatos, mas construir relações que geram confiança, relevância e oportunidades ao longo do tempo.
E isso muda completamente a forma como os executivos de vendas deveriam encarar o tema.
No mercado B2B, grandes oportunidades raramente surgem do acaso. Elas surgem da proximidade, da reputação construída e da capacidade de gerar valor antes mesmo da venda acontecer.
Networking é estratégia de crescimento
Existe uma diferença enorme entre conhecer pessoas e construir relações estratégicas.
O networking superficial normalmente gera conexões esquecíveis:
- Conversas rápidas
- Trocas genéricas
- Follow-ups inexistentes
- Relacionamentos sem profundidade
Já o networking estratégico funciona como um canal de aquisição e posicionamento.
Ele aproxima você de:
- Decisores
- Influenciadores do mercado
- Parceiros estratégicos
- Comunidades relevantes
- Oportunidades que dificilmente chegariam via outbound tradicional
No B2B, a confiança continua sendo uma das moedas mais valiosas. E confiança não nasce em pitch. Nasce em um relacionamento consistente.
O erro mais comum é fazer networking sem objetivo
Um dos pontos mais relevantes da aula foi a ideia de tratar networking como qualquer outro canal estratégico da empresa.
Ou seja:
- Com objetivo claro
- Critérios definidos
- Ambientes certos
- E acompanhamento de resultados
Muitos profissionais entram em eventos, comunidades e grupos sem saber exatamente o que estão buscando.
Mas networking sem intenção vira dispersão.
Antes de investir tempo em qualquer ambiente, a pergunta deveria ser: “Qual resultado eu espero construir aqui?”
Os objetivos podem variar:
- Aprendizado
- Posicionamento de marca pessoal
- Expansão de pipeline
- Acesso a decisores
- Construção de autoridade
- Parcerias estratégicas
O problema é quando tudo vira apenas presença social sem direcionamento.
Qualidade vale mais do que volume
Ter milhares de conexões não significa ter influência.
No mercado B2B, relações superficiais raramente se transformam em oportunidades relevantes.
O que realmente gera resultado é:
- Frequência de interação
- Troca genuína de valor
- Relevância percebida
- Confiança construída ao longo do tempo
As melhores conexões normalmente nascem de:
- Conversas consistentes
- Participação ativa em comunidades
- Compartilhamento de conhecimento
- Ajuda prática antes da venda
Networking de alto nível não funciona na lógica do “o que eu posso ganhar agora”.
Funciona na lógica de: “Como eu posso me tornar alguém relevante nesse ecossistema?”
Seu ICP define onde você deve estar
Outro aprendizado importante foi o alinhamento entre networking e ICP.
Muita gente frequenta eventos porque “todo mundo do mercado está lá”. Mas isso nem sempre significa que o ambiente faz sentido para o tipo de cliente que você quer atingir.
Se o objetivo é gerar negócios, o networking precisa ser altamente direcionado.
Isso significa:
- Escolher eventos estrategicamente
- Participar das comunidades certas
- Estar próximo dos mercados que você quer acessar
- Investir energia onde seu ICP realmente circula
O networking mais eficiente não é o mais amplo. É o mais alinhado.
Autoridade se constrói na participação ativa
Existe uma diferença enorme entre estar presente e ser percebido.
Os profissionais que se tornam referência normalmente fazem algumas coisas de forma consistente:
- Compartilham conhecimento
- Participam das discussões
- Criam conexões entre pessoas
- Geram valor sem expectativa imediata
- Se posicionam de maneira clara no mercado
A autoridade nasce quando o mercado começa a associar seu nome a:
- Um tema
- Uma especialidade
- Um tipo de problema
- Uma visão relevante
E isso raramente acontece apenas pelo cargo que você ocupa.
Acontece pela recorrência da sua contribuição.
Networking também precisa de ROI
Talvez uma das provocações mais importantes da aula tenha sido essa: por que tratamos networking de forma tão informal, se ele impacta diretamente receita, autoridade e crescimento?
Se networking é um canal estratégico, ele também precisa de gestão.
Isso inclui:
- Definir metas
- Mapear conexões relevantes
- Acompanhar oportunidades geradas
- Avaliar quais ambientes trazem mais retorno
- Entender quais relações estão evoluindo
de vendas acompanham métricas de pipeline o tempo inteiro. Mas poucos acompanham a evolução estratégica da própria rede.
E isso cria um problema: muita energia investida sem clareza de resultado.
Networking eficiente é construir reputação
As maiores oportunidades do mercado B2B frequentemente nascem da confiança acumulada ao longo do tempo e não de uma abordagem fria no momento certo.
📌 Se você quer se tornar referência no seu mercado, talvez o próximo passo não seja aumentar seu volume de conexões. Talvez seja necessário aprofundar as relações certas, nos ambientes certos, com intenção clara e troca genuína de valor.
Quer continuar aprofundando esse tema e entender como transformar networking em um ativo estratégico de crescimento? Continue acompanhando os conteúdos da PipeLovers.














