Vender em feiras: uma estratégia que ainda funciona (e muito)

Quando se fala em vendas B2B complexas, especialmente aquelas com tickets altos, múltiplos decisores e longos ciclos de negociação, uma pergunta precisa ser feita: qual é o canal mais eficiente para gerar confiança em pouco tempo?

Bruno Folle, sócio da Folle Consultoria, trouxe na sua aula uma resposta certeira: feiras e eventos presenciais ainda são um dos canais mais poderosos para vender no B2B.

Vender em feiras, o palco onde confiança é construída

Segundo dados da UBRAF, as feiras representam apenas 13% dos eventos no Brasil, mas concentram 70% do público de negócios. Isso revela um ponto importante: quem decide comprar está ali.

Em vendas complexas, o desafio número um não é apresentar a solução, mas construir confiança. E isso, como Folle reforçou, acontece com muito mais eficácia no olho no olho. Em um estande, o ciclo de vendas pode avançar semanas em poucos minutos, se a preparação for correta.

Antes do evento, planejamento é o nome do jogo

Nada de ir para a feira “para ver o que acontece”. Empresas que realmente vendem em eventos começam muito antes, elas:

  • Definem metas claras, como volume de leads, contas estratégicas e reuniões pré-agendadas.
  • Segmentam o público ideal e ajustam a comunicação do estande para atrair esse perfil.
  • Montam processos de CRM para registrar tudo o que acontece, do cartão de visita ao follow-up.

Dica prática: insira o evento no seu pipeline como uma sprint comercial. Quem não mede, não vende.

Durante o evento, energia, empatia e estratégia

Feiras cansam. E justamente por isso, vendedores que se destacam são aqueles que mantêm:

  • Postura ativa e receptiva.
  • Escuta genuína para identificar oportunidades.
  • Abordagem consultiva, mesmo em interações rápidas.

Folle reforçou que soft skills são tão importantes quanto a técnica. A energia transmitida no estande pode ser o diferencial entre atrair ou afastar um decisor.

Depois do evento, o jogo só começa no follow-up

Muitas empresas desperdiçam vender em feiras porque tratam o pós-evento como tarefa operacional, não como parte do ciclo comercial. 

Mas quem realmente extrai valor faz o seguinte:

  • Agenda reuniões na semana seguinte.
  • Qualifica os leads no CRM e os distribui por prioridade.
  • Personaliza o follow-up com base nas conversas reais.

Uma feira boa não termina no último dia do evento; ela começa ali.

Quando faz sentido investir em feiras de negócios?

Bruno apresentou um gráfico estratégico que cruza a maturidade da empresa com o tipo de produto e o ciclo de vendas. A conclusão: feiras são mais indicadas para quem tem vendas técnicas, múltiplos decisores e produtos que exigem demonstração ou explicação ao vivo.

Ou seja, se sua venda é complexa, a feira pode ser o seu palco ideal.

Feiras são um investimento e, como todo investimento, exigem estratégia.

Quem encara o evento como canal de aquisição real, e não apenas institucional, constrói pipeline qualificado, ganha inteligência de mercado e fortalece sua marca frente aos decisores certos.

Vai participar de uma feira nos próximos meses? Trate o evento como um ciclo de vendas: planeje, execute e acompanhe. O resultado pode surpreender.

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