Toda reunião é uma oportunidade. E para os SDRs, os chamados “rituais de time” são mais do que um momento de alinhamento,são espaços onde credibilidade, maturidade e preparação ficam em evidência.
Foi sobre isso que Marcela Mauá, SMB Manager da Uber, falou na sua aula na PipeLovers, trazendo uma abordagem prática para transformar esses fóruns em arenas de protagonismo.
Não é só sobre marcar presença, é sobre marcar posição
Existem três tipos principais de rituais: os coletivos (de time), os one-on-ones com a liderança e os rituais individuais de organização. Em todos eles, o que diferencia um SDR júnior de um SDR em evolução é a capacidade de ir além do óbvio. É entender o foco da reunião, se preparar com dados relevantes e contribuir de forma objetiva.
Isso exige uma mudança de postura: sair do modo “report” e entrar no modo “contribuição estratégica”. Trazer números sem contexto ou ficar nos exemplos pessoais não agrega. O que agrega? Clareza, síntese e conexão com o que realmente importa para o time.
Os desvios que custam caro (e como evitá-los)
Alguns erros são mais comuns do que parecem, e podem minar sua imagem:
- Focar em exceções, e não em padrões ou aprendizados replicáveis.
- Trazer histórias pessoais sem relevância para o contexto.
- Estender demais as falas, desviando o foco e o tempo do grupo.
Esses desvios não só drenam a produtividade da reunião como também enfraquecem a percepção sobre sua maturidade profissional.
Dica prática, antes de falar em um ritual, pergunte a si mesmo:
- Esse é o melhor momento e espaço para esse ponto?
- O que eu vou dizer ajuda o time a decidir algo ou a melhorar um processo?
Comunicação é o novo KPI de senioridade
A clareza com que você expõe dados, compartilha aprendizados e propõe soluções é percebida como sinal de senioridade. Não é sobre usar jargões ou parecer “pronto”, é sobre demonstrar que você pensa com lógica, entende os números e respeita o tempo do grupo.
Mais do que brilhar individualmente, o SDR que se destaca é aquele que contribui para que o time como um todo tome melhores decisões.
Ser protagonista nos rituais de time não exige nenhum superpoder. Exige preparação, escuta e intenção. Quem chega na reunião sabendo o que precisa entregar, com dados organizados e mentalidade de contribuição, vira referência, mesmo sem falar muito.














