Gestão de Parcerias: por que a maioria dos programas de parceiros não gera receita

Parcerias sempre fizeram parte do crescimento de empresas B2B. Mas existe um problema: a maioria dos programas de parceiros nasce como uma iniciativa estratégica e termina como uma lista de contatos esquecida em uma planilha.

No novo episódio do Vamos de Vendas, Gustavo Pagotto conversa com Nathalia Koga, fundadora da PartnerPro, sobre como profissionalizar a gestão de parcerias e transformar canais indiretos em uma fonte previsível de receita.

A principal provocação é simples: parceiros não geram resultado apenas porque assinaram um contrato. Eles precisam ser gerenciados como qualquer outro canal de vendas.

Os parceiros vendem sozinhos?

Muitas empresas enxergam a venda indireta como uma forma de escalar receita sem aumentar a estrutura comercial.

Na prática, acontece exatamente o contrário.

Sem processos claros, acompanhamento constante e uma estratégia de engajamento, os parceiros priorizam outras soluções, outros fornecedores e outras oportunidades.

O resultado é um cenário comum: dezenas de parceiros cadastrados, mas poucos gerando negócios de forma consistente.

Ter parceiros não significa ter um canal. Ter um canal significa criar um sistema que permita que os parceiros tenham sucesso vendendo sua solução.

Parcerias não são um projeto

Um dos aprendizados do episódio é que programas de parceiros bem-sucedidos possuem algo em comum: dedicação.

Isso significa definir responsáveis, criar processos de recrutamento, onboarding, treinamento, acompanhamento e desenvolvimento do ecossistema.

Empresas que tratam parcerias como uma atividade secundária costumam enfrentar dificuldades para gerar previsibilidade.

Já aquelas que enxergam o canal como parte da estratégia comercial conseguem criar uma máquina de crescimento complementar à venda direta.

A venda indireta deixou de ser apenas uma alternativa. Em muitos mercados, ela se tornou uma das formas mais eficientes de expandir receita.

O papel do gestor de parcerias mudou

Durante muito tempo, a gestão de parceiros foi vista como uma função essencialmente relacional.

Hoje, isso não é mais suficiente.

O profissional responsável pelo canal precisa atuar como um gestor de negócios, acompanhando indicadores, desenvolvendo parceiros, identificando gargalos e garantindo que o ecossistema evolua de forma sustentável.

Assim como um líder comercial acompanha pipeline, conversão e forecast, a gestão de parcerias também exige métricas, previsibilidade e acompanhamento constante.

O relacionamento continua sendo importante.

Mas relacionamento sem gestão raramente gera escala.

CRM não resolve tudo

Outro ponto importante da conversa é a diferença entre gerenciar clientes e gerenciar parceiros.

Embora muitas empresas tentem fazer tudo dentro do CRM, a lógica dos canais exige processos diferentes.

Parceiros possuem jornadas próprias, necessidades específicas e indicadores distintos daqueles utilizados em operações de venda direta.

É justamente por isso que ferramentas de PRM (Partner Relationship Management) vêm ganhando espaço.

Enquanto o CRM organiza o relacionamento com clientes, o PRM ajuda a estruturar o relacionamento com o ecossistema de parceiros, trazendo mais visibilidade, governança e eficiência para a operação.

Receita previsível exige um ecossistema saudável

Assim como acontece em vendas diretas, o sucesso das parcerias depende da capacidade de acompanhar dados e tomar decisões com base em indicadores.

Empresas maduras monitoram não apenas o número de parceiros cadastrados, mas também métricas como ativação, engajamento, geração de oportunidades, participação em treinamentos e contribuição para receita.

Isso permite identificar rapidamente quais parceiros estão evoluindo, quais precisam de suporte e onde estão os principais gargalos do canal.

Sem essa visibilidade, a gestão se torna reativa.

Com ela, o crescimento passa a ser previsível.

O futuro das parcerias será cada vez mais orientado por dados

A conversa também explora como automação, inteligência artificial e novas tecnologias estão transformando a gestão de canais.

O objetivo não é substituir o relacionamento humano, mas permitir que gestores tenham mais contexto, mais eficiência e melhores informações para tomar decisões.

Em um cenário de CAC crescente e pressão por eficiência comercial, construir um ecossistema forte deixou de ser apenas uma vantagem competitiva.

Para muitas empresas, está se tornando uma necessidade estratégica.

📌 Talvez a pergunta não seja “como encontrar mais parceiros?”

Mas sim: “como transformar parceiros em uma fonte previsível de receita?”

Quer entender como estruturar um programa de parceiros que realmente gera resultado?

Assista ao episódio completo do Vamos de Vendas com Nathalia Koga e descubra os processos, métricas e estratégias por trás das operações de canais mais eficientes do mercado. 🚀

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